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Possui graduação em teologia pela Escola Superior de Teologia (Faculdades EST), São Leopoldo/RS (1996) e doutorado em teologia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha (2004), onde recebeu o prêmio Karl H. Ditze pela tese de destaque, em 2005. Atua como professor na área do culto cristão (liturgia e homilética), espiritualidade e religião na contemporaneidade, na Faculdades EST (São Leopoldo/RS); Coordena o grupo de pesquisa (CNPq) "Culto cristão, música e mídia na contemporaneidade." É coordenador do Centro de Recursos Litúrgicos (CRL), da Rede Latino Americana de Homilética e é diretor da Tear - Liturgia em Revista e Tear Online. Desde 2001 é membro da Societas Liturgica. Desde 2012 é membro do conselho diretor da Societas Homiletica. É professor de filosofia e ética na Faculdade IENH (Novo Hamburgo/RS). Realizou pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUC/RS (2011-2012), pelo PROCAD/CAPES. Tem pesquisado na área do culto cristão, liturgia e homilética, ensino religioso, espiritualidade e sobre temas relacionados a mídias, cultura, comportamento juvenil na atualidade, ética e desconstrução e, mais recentemente, sobre elementos religiosos na indústria cultural de Max Horkheimer e Theodor Adorno.

Posted On Enero 22, 2014By Julio Cézar AdamIn Cultura, Opinión, Portugués, Teología

Liturgia com os pés

1-      Um prática litúrgica incomum: a Romaria da Terra Este artigo baseia-se em uma pesquisa de campo[1], que analisa uma forma especial de peregrinação no Brasil: a Romaria da Terra[2], bem como, as funções sócio-antropológicas desta prática litúrgica no contexto da luta pela terra no país, buscando a partir desta análise subsídios para pensar a liturgia no contexto latino-americano. A Romaria da Terra nasceu nos anos da ditadura militar brasileira (1964-85), na região sul do Brasil[3], relacionada diretamente à então nascente Teologia da Libertação, e direcionada contra a injustiça socialRead More
1      Introdução Pretendo neste breve estudo, refletir sobre a prática do batismo e sua relevância na vida das pessoas, principalmente das novas gerações, frente à realidade de desinstitucionalização e desregulação religiosa que vivemos. Entendo por desregulação religiosa as mudanças que estão ocorrendo no campo religioso e que modificam a prática e compreensão, neste caso, do batismo. A desinstitucionalização é parte deste movimento e significa o afrouxamento dos vínculos institucionais e afetivos dos membros batizados à suas respectivas comunidades de fé e às atividades lá realizadas.[1] Estão relacionadas, sendo a desregulaçãoRead More